Olhei o que existe hoje: o anúncio que você roda no Google desde maio, a sua ficha, o seu Instagram e como os outros psiquiatras da região aparecem.
O resto do documento explica cada um. Se for ler só uma parte, leia esta.
A Central de Transparência do Google mostra tudo o que um anunciante veicula. Na sua conta, verificada no seu nome, aparecem dois anúncios rodando de 26 de maio até hoje, em cinco versões. Estas são três delas.



Banner e anúncio no mapa juntos, com o texto montado pelo próprio Google, é o desenho da campanha automática. Ela distribui a verba entre busca, mapa, sites e aplicativos. O clique no banner costuma ser de quem estava num jogo ou lendo notícia e encostou no anúncio. Não vira consulta.
A verba que daria para dominar Estância Velha e as cidades vizinhas se espalha pelo país inteiro. E quem mora longe e vê o anúncio está escolhendo entre milhares de psiquiatras online, não entre os poucos da região.
São siglas de médico, para transtorno bipolar e ansiedade generalizada. A pessoa que vai marcar a primeira consulta procura "ansiedade", "não consigo dormir", "psiquiatra perto de mim". O banner verde, com a frase do paciente ("não quero tomar remédio, me sinto um robô"), é o melhor dos cinco, porque fala como ele fala.
O botão "Website" do anúncio aponta para business.google.com, porque não existe página sua. O Google não sabe quem chamou no WhatsApp depois do clique, então não aprende a buscar gente parecida. E saúde mental é categoria restrita: o Google já tira do anunciante a opção de mostrar o anúncio de novo para quem visitou. Sem página e sem medição, sobra pouco para ele trabalhar.
Puxei os psiquiatras que o Google Maps mostra em Novo Hamburgo, a maior cidade da região, e comparei com a sua ficha.
| Psiquiatra | Avaliações | Nota | Site |
|---|---|---|---|
| Dr. Diego Fraga, NH | 132 | 4,9 | tem |
| Dra. Patrícia Sessegolo | 79 | 4,9 | não tem |
| NAP (clínica) | 48 | 4,9 | tem |
| Dr. Pedro Ferronatto | 16 | 4,8 | tem |
| Dra. Iane Gonzatto | 11 | 5,0 | não tem |
| Dra. Marina Quilici | 8 | 4,6 | tem |
Das 40 avaliações mais recentes, 29 têm resposta sua. A palavra que mais aparece é "acolhida": "senti que alguém realmente estava me escutando", "me senti segura e acolhida no momento que precisava ser ouvida". É isso que a pessoa com medo de marcar o primeiro psiquiatra quer ler antes de chamar.
A ficha tem categoria certa, endereço e 22 fotos, mas não tem site, descrição nem lista de serviços (ansiedade, depressão, TDAH adulto, atendimento online). São os campos que o Google usa para decidir quem mostrar. Arrumar isso não custa clique nenhum, e é de onde vem paciente de graça.
É mais constância do que a maioria dos médicos da região tem. Os vídeos de setembro e outubro ficaram entre 40 e 155 visualizações cada, porque só quem já segue vê. Respiração, ansiedade, desempenho: o assunto é bom, o alcance é que está preso.
Busquei os anúncios ativos com "psiquiatra" e o nome das três cidades. Os únicos que apareceram são de uma pós-graduação para médicos. Quem mora em Estância Velha e rola o Instagram não vê nenhum psiquiatra local. Os seus vídeos, com um pouco de verba, passam a ser vistos por quem mora a 20 km do consultório.
"Potencializando sua performance" conversa com quem já está bem e quer ir além. A pessoa que mais precisa de você chega pela ansiedade, pela insônia, pelo esgotamento. Dá para manter o posicionamento e abrir a porta para ela, dizendo na bio e no anúncio o que você trata.
Três passos, nessa ordem. O primeiro não depende de verba.
Uma página simples: quem é você, o que trata, online e presencial, as avaliações reais dos pacientes e um botão de WhatsApp. Cada clique no botão fica registrado com a origem. A ficha do Google passa a apontar para ela, com descrição e serviços preenchidos.
Sai o banner em aplicativo e sai o "todo Brasil". Entra anúncio para quem digita "psiquiatra" com o nome das cidades da região, e para atendimento online só onde fizer sentido, com a lista de palavras bloqueadas desde o primeiro dia (o que é, sintomas, artigo, grátis, SUS, CAPS). Tudo dentro das regras do CFM para publicidade médica: sem promessa de resultado e sem preço no anúncio.
Os melhores vídeos rodam no Instagram para Estância Velha, Novo Hamburgo, Ivoti, Dois Irmãos e Campo Bom. O anúncio leva para a mesma página do Passo 1, e o custo de cada contato fica visível.
Sem custo separado. Tudo abaixo entra no serviço, e nada aqui é tarefa sua.
Dessas 36, várias são da saúde: clínica de neurologia e neuropsiquiatria, centro de olhos, consultório médico de família, nutricionista e clínica de estética. Todas com as mesmas regras do CFM e do Google para anúncio de saúde que valem para você.
E tem caso publicado, aberto, com a conta inteira à mostra: uma clínica de olhos de bairro em São Paulo tirou 663 agendamentos em quatro meses, a R$ 6,95 cada, com busca no Google e o Perfil no Google arrumado, que são as duas coisas de que este documento fala. E uma loja de revestimentos saiu de nenhuma venda pela internet para R$ 31,7 mil em oito meses.
Os números da carteira saíram do Google Ads e do Meta em 16/09/2026, conta por conta, somando tudo e não um caso escolhido a dedo. Os dois casos são de outras empresas, de outros ramos: mostram o que já aconteceu, não o que vai acontecer aqui.
A conta de anúncio do Google e a do Meta ficam no seu nome. A página, o pixel e o analytics são seus, e os públicos formados por quem viu os vídeos nascem dentro das suas contas. A Altavance entra com acesso de administrador.
No dia em que a parceria terminar, ninguém precisa pedir nada de volta. O histórico, os públicos e a medição continuam onde estão.
Você já tem o que é mais difícil de construir: avaliação e conteúdo. Falta colocar isso na frente de quem procura, e medir o que vira consulta. Quem acompanha isso com você é o Rodrigo Queiroz.